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Santos recusa proposta de R$ 52,5 mi do Barcelona por Neymar

quarta-feira, 22 de maio de 2013



Em reunião nesta quarta-feira, na casa do presidente Luis Alvaro Ribeiro, Comitê de Gestão decide rejeitar oferta do clube catalão.



O Santos recusou uma nova proposta do Barcelona por Neymar, de aproximadamente 20 milhões de euros (R$ 52,5 milhões). Desse montante, o Peixe teria direito a 55% (R$ 28,8 milhões) - a DIS tem 40% dos direitos e a Terceira Estrela Investimentos S/A é dona dos 5% restantes.

A decisão foi tomada em reunião do Comitê de Gestão, realizada na casa do presidente Luis Alvaro Ribeiro, nesta quarta-feira, em São Paulo. O encontro semanal dos executivos santistas começou no início da manhã e se encerrou apenas de tarde.

A multa rescisória do craque é de 65 milhões de euros (R$ 170,4 milhões), mas o clube almeja 50 milhões de euros (R$ 131 milhões) para vendê-lo agora. 

- O Santos analisou a proposta recebida e ela não atende aos nossos interesses. Não foi aceita. Só tínhamos uma proposta na mesa, e o Comitê de Gestão entende que não é o que desejamos. Ele segue no time normalmente, tem contrato até julho (de 2014) - diz o vice-presidente Odílio Rodrigues, sem confirmar qual clube fez a oferta.

O Peixe endurece a negociação e bate o pé para liberar Neymar por propostas maiores. Antes, já havia recusado uma oferta de 18 milhões de euros (R$ 46,9 milhões) do próprio Barça. A conta feita pelos dirigentes é de que até julho de 2014, quando o contrato terminará, há como arrecadar montante parecido com o valor agregado de imagem do astro nas receitas de TV e patrocínio. Ou seja, com o atacante por mais 12 meses no elenco, o Alvinegro geraria mais dinheiro do que se o vendesse imediatamente por uma “proposta baixa”.

O Barcelona barganha valor menor porque Neymar poderá assinar contrato com qualquer clube daqui a seis meses (a seis do término do seu vínculo), o que reduz o poder de negociação do Santos.

O Peixe, por outro lado, usa a concorrência para pressionar o clube catalão. Questionado sobre se aguardava ofertas melhores em breve pelo craque, Odílio preferiu se esquivar, mas citou o Real Madrid, que também enviou representantes ao Brasil.

- O Real Madrid tem interesse, mas só posso falar sobre fatos concretos - afirmou.

Com Neymar, o Peixe entrará em campo nesta quarta-feira à noite, às 22h, contra o Joinville, na Vila Belmiro, pela segunda fase da Copa do Brasil.

- Fontes ligadas ao Real Madrid diz que o clube vai oferecer 30 milhões de euros por Neymar.

Santos 1x1 Corinthians

domingo, 19 de maio de 2013



“Salve o Corinthians, o campeão dos campeões”. Neste domingo, a frase que dá o pontapé inicial ao hino entoado com orgulho por milhões de corintianos faz muito sentido. Principalmente para esse Corinthians, comandado por Tite. O empate por 1 a 1 com o Santos, na Vila Belmiro, deu ao Timão seu 27º título do Campeonato Paulista. Algo corriqueiro em sua história centenária, é verdade. Mas não para esse grupo, campeão brasileiro, da Taça Libertadores e do mundo em sequência.

O Paulistão, por mais renegado que seja por alguns, era perseguido por Tite havia quase dez anos. Desde 2004, mais precisamente, quando foi demitido do São Caetano – o Azulão, sob o comando do agora santista Muricy Ramalho, seria campeão estadual em seguida. De lá para cá, Tite foi campeão de quase tudo. Teve Sul-Americana, Brasileiro, Libertadores, Mundial, mas não aquele que é considerado o principal estadual do país. O título, portanto, coroa a invejável galeria do treinador.


Mais do que isso: ajuda a diminuir a dor da eliminação precoce da Libertadores da América, na última quarta-feira, ainda nas oitavas de final, para o tradicional Boca Juniors. Dá à fiel torcida, que tanto apoiou após a queda para os argentinos, um motivo para fechar em grande estilo uma semana que poderia ser das mais tristes. Saco de pancadas das brincadeiras dos rivais nos últimos quatro dias, o Timão volta a ser Todo Poderoso no estado.

Durante a semana, vários assuntos esquentaram o clássico: a iminente saída de Neymar, a eliminação precoce do Corinthians na Libertadores, com direito a erros da arbitragem, e a troca do juiz da final - Rodrigo Braghetto, sacado porque sua empresa presta serviços ao Timão, deu lugar a Guilherme Ceretta de Lima. A maior expectativa, porém, era sobre Neymar.

O santista, se está mesmo de despedida, queria coroar isso com um título. Mas em sua quinta final seguida de Campeonato Paulista, ele não conseguiu brilhar. A fragilidade do Santos o deixou praticamente sozinho nessa batalha. E o tão sonhado tetra inédito do Peixe não veio. Fica a missão para o time da Baixada de encontrar um substituto para o seu craque. Seja para agora ou para depois.


Peixe dependente x Timão solidário

A proximidade da saída de Neymar para o futebol europeu aumentou a atenção a cada gesto ou lance do craque na partida. A começar pela maneira com que ele cantou o hino nacional, passando pela prece que fez ajoelhado no círculo central antes de a bola rolar até as faltas sofridas e os dribles dados.

Nada mais natural diante do tamanho do atacante para o futebol brasileiro e da sua importância para o Santos. Aliás, o time da Vila Belmiro é totalmente dependente do seu craque. A cada partida isso fica mais claro. Numa final, então... Acelerado, o atacante tentou. Armou, driblou, chutou, mas, sozinho, não fez milagre.


Bem diferente do Corinthians. Sem se abater com a precoce eliminação na Libertadores da América, o time do técnico Tite mostrou sua principal força: o conjunto. Paulinho, Danilo, Romarinho e Paolo Guerrero se destacaram pela voluntariedade e por estarem sempre presentes nas jogadas de perigo.

Apesar da diferença técnica entre um e outro foi o Santos que abriu o placar na Vila Belmiro. E, por incrível que pareça, Neymar não participou do lance. Aos 26 minutos, Felipe Anderson bateu falta cruzada, Durval ajeitou de cabeça e Cícero bateu de virada, quase um voleio, sem chance para o goleiro Cássio.

Para ser campeão, o Peixe ainda precisava de mais um gol. Mas não houve tempo de se empolgar. Apenas dois minutos depois, o Corinthians empatou. Em uma jogada característica, um gol coletivo, com cinco jogadores participando do lance. Após bela troca de passes entre Alessandro, Romarinho e Guerrero, Paulinho chutou, Rafael defendeu e Danilo, decisivo, fez no rebote.

Com tudo igual novamente, Neymar continuou sua missão a frente do “exército de um homem só” em que se transformou o Peixe. Já o Corinthians, comandado por Danilo, bombardeou o Peixe. O meia acertou a trave, Paulinho também. E Romarinho teve grande chance de virar, mas parou nas mãos do goleiro Rafael.


Neymar tenta, Timão comemora

Dependente ou não de Neymar, o segundo tempo para o Santos era tudo ou nada. Já o Corinthians tinha duas opções: ir para cima e definir logo a decisão ou administrar a vantagem do empate. Preferiu a segunda. Assim, deu espaço para o Peixe criar e se aproximar do gol de Cássio.


Neymar, é claro, era o articulador. Mas estava nervoso. Logo no início da etapa discutiu com Paulo André, depois de tomar uma bolada do adversário. Com o dedo em riste, reclamou com o corintiano. Recebeu a bronca de volta. O clima entre eles estava ruim desde o primeiro tempo, por falta dura do zagueiro não marcada.

O fato de ir para cima do Corinthians, claro, deixou o Santos mais vulnerável. Nos contra-ataques, o Timão poderia ter matado o jogo, mas falhou. Romarinho perdeu gol feito aos 16. Após lançamento do campo de defesa, o atacante ficou sozinho, cara a cara, com Rafael. O chute rasteiro, porém, bateu na trave e saiu pela linha de fundo.

Se o Peixe tinha mais posse de bola, o Timão era mais perigoso. Foi assim a partida inteira, deixando claro que falta ao time da Vila Belmiro poder de decisão. Só Neymar o tem, com raros e esporádicos lances de Cícero, que fez boa partida. Era preciso mais ímpeto para que o Santos tirasse o título do Corinthians.

Não houve. O empate por 1 a 1, somado à vitória do Timão por 2 a 1 no Pacaembu, deu ao Corinthians o seu 27º título do Campeonato Paulista e impediu o Santos de chegar ao tetra consecutivo, algo inédito na era do profissionalismo no estadual de São Paulo.





Cruzeiro 2x1 Atlético-MG,


Os dois times dividem os corações dos torcedores mineiros. De um lado, aqueles da camisa azul e branca. Do outro, os que usam a de listras pretas e brancas. Mas, no principal e maior palco do futebol no estado, eles não estavam em igualdade. Nas arquibancadas, que tinham 42142 pagantes, quase 90% vestiam a camisa estrelada. Em campo, eles estavam em igualdade, mas, quem comemorou no Mineirão foi a pequena parte que vestia a camisa preta. E milhões de atleticanos Brasil afora. Apesar da vitória de 2 a 1 do Cruzeiro no clássico, em um jogo de três pênaltis, o título ficou com o Galo, que, no primeiro jogo, venceu por 3 a 0.


Para chegar ao título, o Cruzeiro precisava do mesmo placar, pelo menos. Como teve a melhor campanha na fase classificatória, jogava por dois empates ou vitória e derrota pelo mesmo saldo de gols. A pressão foi grande, mas, o anticlímax para a torcida do Cruzeiro veio no pênalti convertido por Ronaldinho Gaúcho, aos 32 do segundo tempo. Resultado que confirmou o título do Galo.

O camisa 10 do Galo, um dos mais empolgados na comemoração, afirmou que vive um novo momento na carreira.

- Chegar aqui, ganhar título, ver minha carreira dar mais um upgrade. Faltam seis meses de trabalho, mas o título é para coroar esse um ano maravilhoso aqui.

O Cruzeiro dominou e passeou na metade inicial do clássico. O técnico Marcelo Oliveira fez a lição de casa durante a semana e, como bons alunos, os jogadores entenderam o recado: não deixaram espaço para o Atlético-MG fazer a tradicional blitz de todos os jogos, quando envolve o adversário do começo ao fim. Com marcação precisa, travou as saídas de bola do Galo. Resultado: dois gols, aos 18 e 31 minutos, de Dagoberto, ambos de pênalti.


Título estadual definido, as duas equipes, agora, se dedicam nesta semana a competições diferentes. O Cruzeiro, na quarta-feira, pega o Resende, no segundo jogo da segunda fase da Copa do Brasil, às 22h (de Brasília), no Mineirão. No dia seguinte, quase na fronteira com os Estados Unidos, o Galo pega o Tijuana-MEX, às 21h30m, na primeira partida das quartas de final da Taça Libertadores.

Dizem os cruzeirenses: valeu Gilberto Silva e Richarlyson

O Cruzeiro entrou em campo com um número na cabeça: o três. Três que foi o placar que o rival Atlético-MG construiu no primeiro jogo da final, no Independência, e o mesmo resultado que precisaria fazer neste domingo, agora em casa, no Mineirão. Com isso, partiu para cima desde os minutos iniciais. E a primeira boa chance foi do time de azul. Tardelli, que perdeu a bola aos oito minutos, permitiu um contra-ataque do Cruzeiro, quase mortal. Dagoberto lançou Borges, que deu um chute rasteiro, com boa defesa de Victor.
E o Cruzeiro continuou sua blitz.

Com velocidade nas saídas e boa marcação, não dava espaços ao Atlético-MG. Pressionado, o time alvinegro deu espaço para a imprudência. Aos 18 minutos, Dagoberto entrou na grande área. Gilberto Silva, que foi dar combate, derrubou o jogador na grande área. Pênalti claro e indiscutível. O próprio atacante bateu. Bola de um lado, Victor para a outro. E o Mineirão, predominantemente azul, se explodiu em alegria.


O número três, aquele tão perseguido pelo Cruzeiro, se aproximava. Talvez nem mesmo os cruzeirenses em campo e os da arquibancada podiam esperar que ele se aproximasse tão rápido. E, de novo, de uma atitude infantil por parte da marcação do Atlético-MG. Agora, com Richarlyson. Aos 31, de costas para Borges, o lateral-esquerdo solou o pé do atacante. Muita reclamação dos jogadores do Atlético-MG, mas o lance não permitia discussão. A penalidade foi clara. Dagoberto, de novo ele, foi para a cobrança. No “reencontro” com Victor, se deu bem mais uma vez. 2 a 0. E o número três se aproximava, para esperança dos cruzeirenses. E agonia dos atleticanos.

R10: a segurança para o título

As duas equipes voltaram para o segundo tempo sem mudanças. Na verdade, só na postura. E isso já foi uma grande diferença. Mais agressivo, o Atlético-MG, já aos 15 minutos, chegou ao gol de Fábio com uma frequência que não aconteceu ao longo de todos os 45 da etapa anterior. E tome susto para o Cruzeiro, principalmente com uma bola na trave de Jô, aos 13.  Para o Cruzeiro, a busca para chegar ao terceiro gol começava a ganhar ares dramáticos. Até porque, da mesma forma que aconteceu no Independência, ele teve dificuldades em chegar à meta adversária.

À medida que o relógio corria, o Atlético-MG continuava a pressão. E Ronaldinho Gaúcho, apagado durante quase toda a partida, começava a aparecer. E foram dos pés dele, sempre ele, que saiu a tranquilidade que confirmou o título do Galo. Aos 32 minutos, Léo empurra Luan, fora da área, e Egídio termina de fazer a falta, agora, dentro do setor de Fábio.

Pênalti. Mais um. Ronaldinho Gaúcho na cobrança. Se marcasse, afastaria de vez a chance de o Cruzeiro chegar ao terceiro gol. Se perdesse, poderia dar fôlego ao rival. Mas ele não titubeou. Com categoria, marcou o gol que deu a segurança para o título do Galo.

Já aos 44 minutos, Luan ainda fez uma falta desnecessária em Dagoberto, com um carrinho por trás. Leandro Pedro Vuaden, em cima do lance, deu o vermelho no ato. Para piorar, a partir desse lance começou uma confusão em campo, com jogadores reservas entrando para discutir. Luan, o reserva do Cruzeiro, era um dos mais exaltados.

Mas nem esse incidente tirou o brilho da campanha do Atlético-MG, tampouco a alegria daqueles presentes ao Mineirão. Bicampeonato confirmado, título que dá ainda mais ânimo para esse time não só na Taça Libertadores, mas, também, no Brasileirão. O Galo de R10 vem aí, com mais força e moral do que nunca.


Vitória 1x1 Bahia



O futebol não é um esporte onde a justiça é o forte. Nem sempre o “que vença o melhor” é levado ao pé da letra. O imponderável é uma constante dentro das quatro linhas. Mas o Sobrenatural de Almeida, criado e imortalizado por Nelson Rodrigues, nem ousou aparecer no Barradão. Neste domingo, o Vitória confirmou a melhor campanha do Campeonato Baiano e voltou a soltar o grito de campeão após dois anos.

Pelos campos do Brasil, o seu grito se ouviu como nunca neste início de 2013. Líder isolado durante boa parte do Baiano, o Leão da Barra terminou a competição com o maior número de pontos. Graças ao gol de Dinei neste domingo, a equipe chegou aos 25 pontos entre a segunda fase, semifinal e final – Juazeirense somou 25, mas leva a pior no número de gols marcados


Durante a competição, o Vitória mostrou todo o seu poder, foi invencível e não se deixou perder pela euforia. Principalmente quando o assunto foi Ba-Vi. Nos quatro clássicos, a superioridade técnica foi justamente transformada em resultado. Históricos 5 a 1, 2 a 1, 7 a 3 e 1 a 1 - Fernandão empatou para o Bahia. Resultados para não deixar dúvida alguma sobre a supremacia em relação ao maior rival.

O teu pavilhão tem ainda mais feitos de glória. O palco onde a bandeira vermelha e preta é hasteada com o maior orgulho é o seu campo de luta. O título deste domingo – 27º em sua centenária história – foi conquistado onde o Vitória se tornou Vitória. Desde que o Barradão foi efetivado como mando de campo em 1994, foram 13 títulos estaduais contra cinco do rival.

Em apenas três oportunidades o Rubro-Negro viu o adversário comemorar o título estadual dentro de sua casa. O Bahia em 1998, o Colo-Colo em 2006 e o Bahia de Feira em 2011 fizeram a festa no estádio. Mas em 2013 a justiça prevaleceu. A volta olímpica, com direito ao Barradão colorido de rubro-negro, foi dos Leões da Barra.

Gol, festa e invasão canina

O primeiro tempo da decisão do Baiano foi o reflexo da disparidade existente entre as duas equipes. Vitória organizado e mandando no jogo. Bahia sem força e encurralado pelo adversário. Além da ampla superioridade, o time de Caio Junior teve um motivo a mais para lutar pelo triunfo: a diretoria prometeu um bicho extra ao atletas em caso de triunfo no Barradão.


Com essa injeção de ânimo a mais, o Vitória foi soberano. Logo no começo do jogo, Gabriel Paulista isolou uma chance clara. Mas Dinei não perdoou quando, aos 18 minutos, a bola sobrou para ele sozinho dentro da pequena área. Vantagem estendida e grito de campeão logo aos 22 minutos do primeiro tempo.
O lance de maior destaque envolvendo o Bahia foi quando um cachorro invadiu o campo. O goleiro Omar tentou pegar o animal, mas desistiu quando percebeu que não levaria a melhor. A festa da torcida rubro-negra foi ainda maior após a "invasão canina".

Bahia empata, mas a festa é rubro-negra

O segundo tempo teve a emoção de um jogo decidido previamente. Com o título praticamente garantido, o Vitória reduziu o ritmo de jogo. O Bahia, com a missão de fazer seis gols para ser bicampeão, não fazia por onde. Nem mesmo quando Fernandão empatou o jogo, o Tricolor conseguiu reunir forças para manter aceso o sonho da conquista.

Com os dois times já sem o mesmo ímpeto em campo, os técnicos decidiram mudar. De um lado, Vander, Marquinhos e Neto Coruja. Do outro, Freddy Adu, Ítalo Melo e Neto entraram em campo. Algumas chances foram criadas, mas o empate estava confirmado. O título é rubro-negro. A justiça estava feita. A festa começou antes mesmo do apito final e continuou ao som do Ara Ketu em um trio elétrico fora do estádio. E mais uma vez o Vitória coloca seu nome na história.


Goiás 2x2 Atlético-GO



O destino parece estar traçado. Quando Goiás e Atlético-GO se enfrentam na final do Campeonato Goiano, o resultado é o empate. Havia sido assim nas duas últimas temporadas. Foi assim também neste domingo. Por ter feito melhor campanha, o Goiás se beneficiou mais uma vez e chegou ao seu 24º título goiano após o empate por 2 a 2 no Serra Dourada. A história parecia ser outra quando o Dragão abriu 2 a 0, com gols de Ednei e William Matheus, que fez contra, mas o Verdão não desistiu.

No segundo tempo, com forte apoio da torcida, a equipe buscou a igualdade e levantou a taça. Walter, aos 24 minutos, e Neto Baiano, aos 40, fizeram os gols do título. A frustração tomou conta do Atlético-GO, que reclamou bastante da arbitragem, sobretudo após o segundo gol esmeraldino. Com o título, o Goiás vai embalado para o Campeonato Brasileiro. De volta à Série A, o Verdão estreará no próximo domingo, contra o Cruzeiro. Já o Atlético-GO jogará pela Série B, sábado, diante do Palmeiras.

Enderson Moreira surpreendeu na escalação e deixou o Goiás mais ofensivo. Ramon e Renan Oliveira, que não atuaram bem nas últimas partidas, foram substituídos por Dudu Cearense e Júnior Viçosa. Com as mudanças, Walter poderia sair mais da área e usar sua habilidade também para criar jogadas. No entanto, apesar de o time esmeraldino até ter passado a impressão de que iria pressionar o Atlético-GO, quem marcou foi o Dragão.


O autor improvável do gol foi o zagueiro Ednei, único jogador considerado reserva a ter começado o jogo pelo lado rubro-negro. O técnico Waldemar Lemos só tinha o desfalque do zagueiro Artur, que ainda se recupera de lesão e, por isso, Ednei foi titular. A estrela do substituto apareceu logo aos cinco minutos. Após cobrança de falta venenosa de João Paulo, o jogador aproveitou o rebote de Harlei e marcou: 1 a 0 Atlético-GO.

A vantagem esmeraldina já não existia mais, e o Goiás teria de sair ainda mais para o jogo. Se tivesse entrado com sua escalação habitual, com cinco homens no meio-campo, Enderson Moreira provavelmente teria alterado o esquema tático e lançado jogadores como Júnior Viçosa e Dudu Cearense na partida. Mas eles já estavam lá. Restava ao Goiás então tocar a bola e ir para cima.

Do outro lado, com a vitória parcial, o Dragão contava com João Paulo para articular as jogadas e abrir pelos lados. Jonh Lennon era muito acionado pela direita, mas o Atlético-GO encontrou dificuldades para criar mais chances. Com o Goiás foi pior ainda. No primeiro tempo o time se limitou a arriscar em cobranças de falta desastrosas do atacante Walter. A oportunidade ocorreu só aos 44, quando Dudu Cearense aproveitou cruzamento de William Matheus e finalizou para fora, dentro da área rubro-negra.
Na etapa final, Enderson Moreira lançou Renan Oliveira na vaga de Dudu Cearense.

Mas, assim como no primeiro tempo, os esmeraldinos sofreram um banho de água fria. Aos quatro minutos, Ernandes correu pelo lado esquerdo e cruzou. William Matheus tentou evitar que a bola chegasse a Pipico e empurrou para o fundo das próprias redes: 2 a 0 Goiás. A partir daí tudo estava a favor do Dragão, que tinha grande vantagem e poderia controlar as ações no segundo tempo.

Reação esmeraldina e título suado

No entanto, o Campeonato Goiano tem uma escrita. Quando Atlético-GO e Goiás se enfrentam na decisão, o resultado mais provável é o empate. Não só na final. Na fase de classificação, esmeraldinos e rubro-negros também ficaram na igualdade. A história certamente seria diferente se Pipico não tivesse perdido gol feito aos 23 minutos. O atacante saiu livre, mas chutou para fora. O castigo veio na sequência. Já no desespero, com três atacantes de referência – Neto Baiano entrou na vaga de Eduardo Sasha, o Goiás foi para cima.

Walter aproveitou cruzamento de Vítor aos 24 e mandou de primeira para o fundo das redes: 2 a 1. Os atleticanos reclamaram bastante, alegando falta do atacante esmeraldino em cima de Dodó. O gol de empate e do título saiu aos 40. Após jogada confusa, Walter chutou recebeu em condição legal e chutou de esquerda. A bola sobrou para Valmir Lucas, que cruzou para o centro da área. Neto Baiano só empurrou para o gol: 2 a 2.

O gol deixou a torcida do Goiás em estado de êxtase, e os atleticanos em desespero. Mas a tensão não ficou apenas nas arquibancadas. Os jogadores do Dragão pediram saída de bola antes do passe de Valmir Lucas. Uma grande confusão se iniciou. Vítor e Robston foram expulsos, mas o placar não foi alterado.

Santos x Corinthians - Final do Paulista é hoje 19/05 na Vila Belmiro



FINAL DO PAULISTA 2013 É HOJE

Com a vantagem de ter ganhado o primeiro jogo, o Corinthians pode até empatar em Santos para sagrar-se campeão paulista de 2013. Já o Peixe vem motivado pela possibilidade de ser o primeiro clube da era profissional do campeonato a conquistar quatro títulos em sequência.

Mesmo tendo ganhado o primeiro jogo, os comandados de Tite se mantem calmos sobre um possível titulo na casa do adversário. A impressão é de que os corintianos poderiam ter feito mais no primeiro jogo e levado uma vantagem maior para a Vila Belmiro.

Sem ter jogado no meio de semana, Muricy teve sete dias para preparar seu time para essa final. O técnico não quer que aconteça o que aconteceu no primeiro tempo no Pacaembu.

Por tetracampeonato Santos joga a vida nesse domingo

A chamada “geração Neymar” pode conseguir nesse domingo algo que nem Pelé conseguiu, o tetra paulista. Desde que subiu para o profissional, a joia santista nunca esteve de fora de uma decisão de estadual. Em 2009, viu seu time perder para o mesmo Corinthians de Ronaldo. Porém, nos últimos três anos foram três títulos. Esse ainda pode ser o último titulo do jovem com a camisa do Santos. Especulações afirmam que o Peixe venderá o menino logo após a Copa das Confederações.

A esperança da torcida de contar com Montillo na final desse domingo não deve se concretizar. O argentino ainda se recupera da lesão muscular e só deve estar disponível para o jogo de quarta contra o Joinville pela Copa do Brasil. No seu lugar o técnico santista não deve escalar Marcos Assunção como no primeiro jogo. O jovem Felipe Anderson, que entrou no segundo tempo e mudou a cara do último jogo, deve ir a campo no lugar do meia argentino.

Outro que deve ganhar chance no time titular é o atacante André. O jogador que já estaria quase acertado com o Vasco pode também ganhar seu último titulo nessa sua volta ao Santos. Miralles não agradou Muricy na primeira partida e deve ficar no banco nesse domingo.

Após eliminação, Corinthians tenta título do Paulistão

A semana não foi boa para o time de Parque São Jorge. Na quarta feira o Boca Jr acabou com o sonho do bi campeonato da Libertadores com um empate em 1 a 1 no Pacaembu. No final do jogo, os corintianos disseram que a eliminação só serviu como combustível para tentar o titulo na Vila Belmiro nesse fim de semana.

Sem muitas surpresas, Tite deve armar o time igual ao que começou o jogo no meio de semana contra os argentinos. A única mudança pode ser a entrada de Alexandre Pato no ataque. O camisa sete agradou o técnico ao entrar no jogo e incendiar a partida, mesmo perdendo um gol praticamente feito.

Escalações:

Santos: Rafael; Bruno Peres; Edu Dracena; Durval; Léo; Renê Jr; Cícero; Arouca; Felipe Anderson; Neymar e André. Técnico: Muricy Ramalho.

Joinville: Cassio; Alessandro; Gil; Paulo André; Fábio Santos; Ralf; Paulinho; Danilo; Emerson; Pato (Romarinho) e Guerrero. Técnico: Tite.

Arbitro foi trocado na última hora a pedido do Santos, vamos ficar de olho no apito amigo p/ o Santos.

Diretor acusa Amarilla de estar ‘encomendado’: ‘Só restava bater’

quinta-feira, 16 de maio de 2013



A arbitragem de Carlos Amarilla no jogo que eliminou o Corinthians da Taça Libertadores ainda é vista com total indignação no Parque São Jorge. Nesta quinta-feira, um dia após o empate por 1 a 1 com o Boca Juniors, no Pacaembu, o diretor de futebol Roberto de Andrade fez graves acusações ao árbitro paraguaio – ao contrário da postura que a cúpula alvinegra teve horas depois da partida. Em entrevista à Rádio Globo, o diretor chegou a afirmar que Amarilla foi “encomendado” para tirar o Timão do campeonato.

Com declarações fortes, Roberto de Andrade também disse que teve vontade de “bater na cara” do juiz após erros que prejudicaram o Corinthians na partida. O clube reclama de um pênalti não marcado no início e de dois gols anulados, de Romarinho e Paulinho.

- Detesto violência, mas parece que tem horas em que não resta outra coisa. Parece que só restava bater na cara dele, esse merecia, não restava outra coisa a fazer. Desculpe, mas estou indignado. Poderíamos ter perdido para o Boca, mas na bola. Colocamos três bolas dentro do gol e ele tirou duas, e ainda deixou de marcar um pênalti – desabafou o diretor.

As acusações continuaram pesadas durante a entrevista, com Roberto de Andrade questionando a honestidade do árbitro paraguaio.


- Ele veio com uma encomenda: tirar o Corinthians da Libertadores. Pode escrever com todas as palavras. Veio para fazer o que fez, não foi só circunstância do jogo, o que ele fez é muito diferente. Não só nos erros, mas também na atitude dos jogadores. Mal intencionado. Não tenho dúvida. Não tem como negar o que estou dizendo – disparou o diretor de futebol.

- Ele veio a mando de alguém, não sei quem. Mas a mando de alguém ele veio. Alguém falou: “É assim que tem de ser” – completou.

Apesar das fortes acusações, o Corinthians não pretende entrar com algum tipo de ofício na Conmebol. O clube cogitou fazer uma reclamação formal à entidade, mas considera que esse tipo de atitude não vai surtir efeito. Na semana passada, o presidente Mário Gobbi e o ex-presidente Andrés Sanches estiveram em Assunção, no Paraguai, para conversar com o novo mandatário da Conmebol, Eugenio Figueredo. O clube garante que o assunto arbitragem não foi tratado no encontro.

Carlos Amarilla ainda não se pronunciou depois das polêmicas da partida.

Oscar vibra com título na temporada de estreia na Europa: 'Deu tudo certo'



Presente em todos os nove jogos da campanha do Chelsea na conquista da Liga Europa, garantida com vitória por 2 a 1 sobre o Benfica, nesta quarta-feira, na Arena de Amsterdã, Oscar encerrou sua primeira temporada do jeito que sonhava: titular e campeão. Ao lado do goleiro Petr Cech e do artilheiro Fernando Torres, foi o único a participar de todas as 16 partidas dos Blues nos torneios continentais, somando as seis da fase de grupos da Liga dos Campeões e a Supercopa Europeia.

- Termino como queria terminar, titular do time e campeão europeu. Para primeiro ano, acho que foi excelente, foi incrível. Tudo o que eu queria aconteceu. Eles confiaram em mim e deu tudo certo. Fui um dos jogadores que mais atuaram pelo Chelsea na temporada.

Apesar dos seus 21 anos, o jogador de Americana (SP) saltou qualquer fase de adaptação ao futebol e à cultura europeia.

- Eu já tinha morado em Porto Alegre, que é uma cidade fria, por isso também foi mais fácil. Tirando o frio, eu sou apaixonado por Londres, é uma cidade incrível, todo mundo que conhece sabe disso. Não me atrapalha morar na Europa.


O meia marcou dez vezes na temporada. Mas foi nos palcos europeus onde mais se destacou: cinco gols na Champions em apenas seis jogos e um na Liga Europa.

Oscar estreou nos torneios continentais diante do Atlético de Madri, na disputa pela Supercopa da Europa, em agosto. Entrou no lugar de Ramires durante a derrota por 4 a 1. Mas, no primeiro jogo da Liga dos Campeões, contra o Juventus, fez os dois gols dos Blues, um deles com direito a drible em Pirlo e chute no ângulo de Buffon, sendo eleito o melhor em campo.

Na derrota para o Shakhtar Donetsk por 2 a 1, na Ucrânia, voltou a deixar a sua marca. Diante dos mesmos adversários, no Stamford Bridge, fez outro golaço, quase do meio de campo, matando no peito e acertando de primeira depois de saída errada do goleiro Pyatov (veja abaixo). Contra o Nordsjaelland, em Londres, fez o último dos seis do time inglês, na partida que marcou a eliminação e passagem para a Liga Europa.


Um sentimento de tristeza e decepção que em poucos meses se transformou em alegria no momento em que Frank Lampard levantou o troféu na Amsterdã Arena. Uma competição em que Oscar também deixou sua marca. Nas quartas de final, fez o gol contra o Sparta de Praga na vitória por 1 a 0 que garantiu a classificação.

Brasileiro convence Benítez e arranca elogios de adversários


Quando Rafael Benitez chegou ao comando técnico dos Blues em novembro do ano passado, Oscar foi relegado para o banco de reservas em algumas partidas, como na final do Mundial de Clubes diante do Corinthians. O treinador não estava convencido da ideia de escalá-lo com Hazard, juntando dois meias ofensivos, e o brasileiro foi sacrificado. Porém, as exibições do camisa 11 fizeram o espanhol mudar de ideia e voltar a escalá-lo como titular.

- Oscar é muito jovem, mas muito profissional. Estou muito contente com ele. Tenho a certeza de que é um jogador com um futuro fantástico - afirmou Benítez na saída da Amsterdã Arena.


Os companheiros de equipe fazem coro ao comandante, impressionados com a boa primeira temporda de Oscar na Europa, e preveem futuro brilhante para o jogador.

- É um jogador que todos os dias quer crescer e aprender novas coisas. É um grande amigo para mim. Tenho a certeza de que ele vai estar entre os dez melhores jogadores do mundo dentro de um ou dois anos - afirmou David Luiz, um dos principais companheiros de Oscar desde que chegou a Londres.

Um dos veteranos do Chelsea, no clube desde 2004, quando o técnico português José Mourinho assumiu a equipe, o lateral-direito luso Paulo Ferreira já viu vários astros passarem pelo Stamford Bridge, mas acredita que a camisa 11 de Drogba não poderia ter tido um melhor herdeiro.

- É um bom menino, excelente jogador, com muito para aprender e muito caminho pela frente. O clube vai ter muito a ganhar com Oscar nos próximos anos.


Os atributos do meia também impressionaram os adversários do Chelsea na final da Liga Europa. O goleiro Artur, do Benfica, disse que considera o brasileiro um jogador muito inteligente para se adaptar rapidamente ao futebol europeu.

- Estamos falando de um grande jogador. Todos sabem que a mudança do Brasil para a Europa não é fácil no início, mas o Oscar se adaptou muito bem ao futebol europeu. Um jogador inteligente tem consciência do que precisa fazer para jogar aqui e o que precisa mudar para se adaptar rápido. Ele fez tudo isso.

O próximo grande desafio de Oscar é comandar o setor de armação da Seleção, com a camisa 10, provavelmente, na Copa das Confederações, de 15 a 30 de junho, no Brasil. Antes, porém, faz questão de lembrar que tem um compromisso ainda com o Chelsea, contra o Everton, no Stamford Bridge, domingo, ao meio-dia (de Brasília), pela última rodada do Campeonato Inglês.

Terceiro colocado e garantido na próxima Champions, seu time precisa vencer para confirmar a vaga na fase de grupos sem depender do resultado do Arsenal diante do Newcastle, fora de casa, no mesmo horário.

- Quero primeiro garantir o terceiro lugar do Chelsea na Premier League, no próximo fim de semana, e depois já vou focar na Copa das Confederações, que nós queremos muito ganhar.





Aos 38 anos, David Beckham anuncia aposentadoria dos gramados


Astro dentro e fora dos gramados, o inglês David Beckham anunciou nesta quinta-feira sua aposentadoria dos gramados. Aos 38 anos, o meia decidiu pendurar as chuteiras ao fim da atual temporada, no Paris Saint-Germain. Sua despedida em partidas oficiais deve acontecer no dia 26 de maio, diante do Lorient, fora de casa, na última rodada do Campeonato Francês - competição que conquistou no último fim de semana pelo time da Cidade Luz.

- Sou grato ao PSG por me dar a oportunidade de continuar, mas sinto que esta é a hora certa para encerrar minha carreira, jogando em alto nível. Se você me dissesse quando eu era jovem que jogaria e ganharia troféus por meu time de infância, o Manchester United, orgulhosamente capitanearia e jogaria pela minha seleção mais de 100 vezes e vestiria a camisa dos maiores clubes do mundo, eu diria que você estaria contando uma fantasia. Sou sortudo de ter realizado esses sonhos - afirmou o jogador em comunicado.


Beckham ainda deu sinais de que já tem um projeto encaminhado para seguir carreira fora das quatro linhas, ligado ao futebol, mas sem revelar exatamente do que se trata.

- Nada vai substituir totalmente jogar o jogo que amo. Entretanto, sinto que estou começando uma nova aventura, verdadeiramente animado com o que está por vir. Sou sortudo de receber tantas oportunidades ao longo da minha carreira, e agora sinto que é minha hora de devolver.

Astro nas maiores ligas do mundo

Beckham iniciou sua carreira profissional no Manchester United, clube que defendeu por dez anos. Depois, foi para o Real Madrid, onde fez parte do time dos chamados "galácticos", ao lado dos melhores do mundo Zidane, Ronaldo e Figo. Em 2007, decidiu se aventurar nos Estados Unidos, vestindo a camisa do Los Angeles Galaxy. Aproveitando as paralisações da Major League Soccer, foi emprestado ao Milan em 2009 e 2010. Na virada de 2012 para este ano, deixou a equipe norte-americana para assinar com o Paris Saint-Germain.


O astro tem uma vasta lista de troféus na carreira: um Mundial de Clubes (1999), uma Liga dos Campeões (1998/99), seis títulos ingleses (1995/96, 1996/97, 1998/99, 1999/00, 2000/01, 2002/03), um título espanhol (2006/07), um título francês (2012/13), além de nove copas nacionais vencidas na Inglaterra, Espanha e EUA.

Individualmente, Beckham foi eleito o segundo melhor do mundo pela Fifa em 1999 e 2003. Foi o primeiro jogador inglês a fazer 100 partidas em Liga dos Campeões, além de ser o único britânico a conquistar títulos nacionais em quatro países diferentes.

Inglês tem fortuna 50% maior do que Messi


David Beckham deixa os gramados como o jogador mais rico em em atividade, segundo um ranking divulgado pelo site “Goal.com”. O inglês tem uma fortuna estimada em R$ 612,5 milhões, rendimento alcançado em grande parte por causa dos contratos de publicidade, o que lhe teria rendido, só em 2012, aproximadamente R$ 70 milhões. O britânico tem mais de 50% do que o argentino Messi, de 25 anos, eleito melhor do mundo pela Fifa nos últimos quatro anos e que tem uma fortuna estimada em R$ 404,3 milhões.

Seu cofre cheio se deve principalmente à capacidade de atrair a atenção da mídia. Considerado um símbolo sexual, o inglês conseguiu seduzir o público feminino e atrair mais fãs para o mundo da bola ao longo de sua carreira. Além disso, foi um frequente lançador de moda em relação a novos penteados.

O jornal inglês "Daily Mail" fez as contas no ano passado e chegou a um número de quanto David Beckham já rendeu aos clubes com a venda de material esportivo com seu nome: 1 bilhão de libras (cerca de R$ 3,1 bilhões). Patrocinadora pessoal do inglês, a Adidas estima já ter vendido mais de 10 milhões de camisas de Beckham, durante os 20 anos da carreira do meia, o que rendeu 950 milhões de libras (R$ 2,9 bilhões). Incluindo as chuteiras "Predator", a conta chega a 1 bilhão de libras (R$ 3,1 bilhões).

Em 1999, auge de sua passagem pelo Manchester United, Beckham se casou com Victoria Beckham, ex-integrante de um grupo pop britânico "Spice Girls". Com ela, teve quatro filhos: Romeo, Brooklyn, Cruz e Harper Seven.

Beckham também usou sua imagem midiática para a caridade. O meia recebeu o título de embaixador do Unicef, em 2005, para ajudar no desenvolvimento dos programas esportivos da entidade. O inglês também foi uma das lideranças da campanha contra a Malária no Reino Unido, além de ser um dos embaixadores da Federação Chinesa de Futebol ao redor do mundo. Em sua apresentação no PSG, Beckham afirmou que doaria todo seu salário para uma instuição de caridade em Paris que cuida de crianças.

Corinthians está Fora da Libertadores na Mão Grande!



O técnico Tite não fez qualquer questão de se segurar após a eliminação do Corinthians da Taça Libertadores nesta quarta-feira, após o empate por 1 a 1 com o Boca Juniors, no Pacaembu. A bronca do comandante alvinegro foi com o árbitro paraguaio Carlos Amarilla e seus dois auxiliares, considerados determinantes para o resultado final da partida.

Ao final do duelo, mesmo irritado, Tite cumprimentou Amarilla e apertou-lhe a mão. Em entrevista coletiva, porém, o técnico do Corinthians revelou que seu ato foi “cínico”, e passou a disparar contra o árbitro paraguaio que comandou a partida contra o Boca.

– Foi a primeira vez na vida em que fui cínico, muito cínico. Fui até o árbitro e disse a ele: "Parabéns". Olhei para ele, para o bandeira, puxei-o duas vezes. Fui muito cínico, falso, botei meu lado podre e espúrio para fora. Apertei duas vezes a mão dele, apertei forte – afirmou Tite.

– Não gostaria nunca mais de tê-lo como árbitro. Meus olhos observam detalhes – completou o técnico, em tom misterioso.

Sobre o jogo, as principais reclamações são sobre um suposto pênalti não marcado em Emerson Sheik e dois gols anulados, de Romarinho e Paulinho, um em cada tempo. Tite foi objetivo em suas queixas.

– Vou ser direto. Foi pênalti, o gol do Romarinho foi legal, o outro gol não vou avaliar. Só espero eliminar uma variável dessa nos meus jogos. Espero nunca mais ter o Amarilla na minha frente – disparou Tite.

O técnico ficou muito irritado com a arbitragem no duelo contra o Boca, mas lembrou que o Corinthians tem outra decisão daqui a menos de uma semana. No próximo domingo, a equipe vai à Vila Belmiro enfrentar o Santos, pelo jogo de volta da final do Campeonato Paulista. O Timão venceu o primeiro duelo por 2 a 1.

– A dor de quem é eliminado é muito forte. Lutei para que pudéssemos mais. Mas agora temos outra decisão e é preciso pensar nisso – analisou Tite.

Convocação da Seleção Brasileira Copa das Confederações 2013

terça-feira, 14 de maio de 2013


23 CONVOCADOS COPA DA CONFEDERAÇÕES

Meias e atacantes:
Jadson (São Paulo)
Oscar (Chelsea - Inglaterra)
Lucas (PSG - França)
Hulk (Zenit - Rússia)
Bernard (Atlético-MG)
Leandro Damião (Internacional)
Fred (Fluminense)
Neymar (Santos)

Volantes:
Fernando (Grêmio)
Hernanes (Lazio - Itália)
Luiz Gustavo (Bayern - Alemanha)
Paulinho (Corinthians)


Laterais:
Daniel Alves (Barcelona - Espanha)
Jean (Fluminense)
Marcelo (Real Madrid - Espanha)
Filipe Luis (Atlético de Madri - Espanha)


Zagueiros:
Thiago Silva (PSG - França)
Réver (Atlético-MG)
David Luiz (Chelsea - Inglaterra)
Dante (Bayern - Alemanha)


Goleiros:
Julio Cesar (QPR - Inglaterra)
Jefferson (Botafogo)
Diego Cavalieri (Fluminense)

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VITÓRIA GOLEIA BAHIA, E TORCIDA JÁ GRITA: 'É CAMPEÃO

domingo, 12 de maio de 2013


Nem o mais otimista torcedor do Vitória poderia imaginar. A supremacia do Vitória era evidente. Seis jogos de invencibilidade diante do rival com direito a uma goleada na reinauguração da Fonte Nova. Mas o pensamento era de que, na final, a história poderia ser diferente. 

Não foi. O terceiro Ba-Vi do ano foi exatamente quando o Vitória encontrou a maior facilidade dos clássicos em 2013. Nem parecia o primeiro jogo da decisão do Campeonato Baiano. Melhor para o Rubro-Negro, que venceu por 7 a 3 e abriu larga vantagem para voltar a levantar a taça estadual.

A supremacia rubro-negra veio em um momento mais do que especial. Nesta segunda-feira, o Vitória completa 114 anos de fundação. Gabriel Paulista, Dinei (quatro vezes), Fabrício  e Maxi Biancucchi deram os presentes tão esperados pela torcida - Fernandão fez dois, e Adriano, o terceiro do Bahia. 

O Leão só perde o título baiano se for derrotado por cinco gols de diferença no Ba-Vi do próximo domingo, no Barradão. Por ter feito a melhor campanha entre os dois, leva a vantagem do empate no placar agregado.

ATLÉTICO ATROPELA O CRUZEIRO


Sem dar chances ao adversário, Atlético-MG, sob o comando do craque Ronaldinho, faz 3 a 0 no Independência e encerra invencibilidade celeste.

Um estava invicto no Independência, há 33 jogos. O outro estava invicto na temporada, com 14 vitórias e um empate. Quem, por esse retrospecto, esperava um jogo esquilibrado, repleto de chances para os dois lados, cheio de gols das duas equipes, se enganou. Atlético-MG e Cruzeiro se enfrentaram neste domingo, no Independência, na primeira partida da decisão do Campeonato Mineiro. E o que se viu foi apenas uma equipe em campo, que dominou o rival, teve oportunidades incríveis e venceu por 3 a 0. 

Após a vitória sobre o São Paulo, por 4 a 1, na última quarta-feira, pela Taça Libertadores, o Galo ratificou a grande fase vivida na temporada e não tomou conhecimento do adversário. Jô, no primeiro tempo, e Tardelli e Marcos Rocha, no segundo, marcaram os gols da vitória alvinegra, que só não foi maior pela infelicidade dos atacantes, que desperdiçaram chances incríveis. O placar ficou barato para o Cruzeiro, que podia ter sido goleado impiedosamente, até mesmo pelo fato de o time celeste ter atuado com um jogador a menos por quase todo o segundo tempo, já que Bruno Rodrigo foi expulso.

Timão Vence o Santos e Saí na Frente no Paulista



O dia da primeira final do Campeonato Paulista foi dia dos filhos demonstrarem seu amor pelas mães. Elas foram homenageadas com fotos no Instagram, Facebook, palavras bonitas, presentes... E dona Erica, além de tudo, ganhou uma atuação daquelas para sair de casa com a camisa 8 do filho, toda orgulhosa, cheia de si. O gol, os desarmes, os chutes, as jogadas e o sorriso de Paulinho fizeram dela a mais feliz das mães envolvidas na decisão. E fizeram dos corintianos os alvinegros mais felizes do Pacaembu.

A vitória por 2 a 1 sobre o Santos deixa o Timão a um empate da conquista. O Peixe precisa de um triunfo simples para levar a decisão aos pênaltis na Vila Belmiro. Vale lembrar que a equipe da Baixada bateu Palmeiras e Mogi Mirim dessa forma antes de chegar à final. Se ganhar por dois gols de diferença, o time de Muricy Ramalho será tetracampeão, feito até hoje alcançado somente pelo Paulistano, de 1916 a 19.

Fluminense Vence o Emelec e Vai para Quartas da Libetadores

quinta-feira, 9 de maio de 2013


De volta após um mês, atacante abre caminho para vitória por 2 a 0 em São Januário em jogo com duas expulsões. Adversário será Tigre ou Olimpia.


Se o Emelec tinha a vantagem no placar e a retranca no jogo, o Fluminense tinha Fred. Um mês depois de sofrer um estiramento na coxa direita, o atacante voltou ao time e provou por que a torcida sentiu tanto a falta de seu camisa 9. 

Na noite desta quarta-feira, na única chance que teve, o capitão tricolor marcou o gol que abriu o caminho para a vitória e deu alívio ao time em São Januário, em jogo que teve duas expulsões do time equatoriano. 

Já no fim, Carlinhos decretou o placar de 2 a 0 e assegurou a classificação do Tricolor para as quartas de final da Libertadores diante de um público de 12.323 pagantes (14.469 presentes). A renda da partida foi de R$ 449.060,00.

Na próxima fase, o Fluminense espera quem passar de Tigre, da Argentina, e Olimpia, do Paraguai. No jogo de ida, na Argentina, vitória dos donos da casa por 2 a 1. A partida de volta será no dia 16, às 22h (de Brasília), no Defensores del Chaco, em Assunção. Se os argentinos se classificarem, o Tricolor irá decidir a vaga na semifinal em casa. Caso os paraguaios que passe, o primeiro jogo do Flu será no Rio de Janeiro.

Galo Humilha - Faz 4 a 1 com Direito a Show de Ronaldinho



Contra um Tricolor apático, Galo humilha - faz 4 a 1, com show de dribles de Ronaldinho, e agora espera por Palmeiras ou Tijuana nas quartas.

Um dia o Atlético-MG vai perder no Independência. Um dia... Esse dia não chegou, e parece longe de chegar. O Galo encontrou no Horto seu refúgio, seu porto seguro, estádio de onde emana energia inexplicável que torna o Galo mais forte, e mais vingador. 

E quem caiu lá dessa vez foi o São Paulo. Caiu no Morumbi, na verdade, quando perdeu um jogo que tinha sob domínio. Não conseguiu se levantar, e foi massacrado.

Como se fosse Usain Bolt contra uma tartaruga, o Atlético-MG ignorou a existência do São Paulo. A vitória atleticana por 4 a 1 (6 a 2 na soma dos jogos) confirma a campanha avassaladora, a invencibilidade de 33 jogos em seu doce lar, e o favoritismo nas quartas de final, seja contra Palmeiras, seja contra Tijuana. 

O rival será conhecido no próximo dia 14, e o Verdão precisa de uma vitória no Pacaembu para ser mais um paulista entre o sonho do Galo e a taça da Libertadores. 

Sonho mais do que real.

São Paulo participará de torneio na Europa com Bayern, City e Milan

terça-feira, 7 de maio de 2013



O São Paulo vai participar de um torneio amistoso internacional, o Audi Cup 2013, na Alemanha, com Milan, Manchester City, e o anfitrião Bayern de Munique, entre os dias 31 de julho e 1º de agosto, na Allianz Arena.

Realizada a cada dois anos, a competição, que está em sua terceira edição, terá um brasileiro pela segunda vez. Em 2011, o Internacional foi eliminado na semifinal, ao ser derrotado pelo Barcelona, campeão naquela oportunidade, ao vencer o Bayern na final, por 2 a 0. Em 2009, o Boca Juniors participou, e também foi eliminado na semi.

Neste ano, o Tricolor, representante sul-americano, ganhou destaque no site oficial do clube alemão por suas conquistas nacionais e internacionais. Além dos títulos, dois jogadores foram enaltecidos: o meia Paulo Henrique Ganso, e o zagueiro Lúcio, que passou pelo clube alemão.

Matthias Sammer, conselheiro do Bayern de Munique, valoriza o torneio, que serve de preparação para as equipes que estarão durante a pré-temporada.

- Milan, Manchester City, São Paulo, são adversários fortes, que trabalham forte durante a pré-temporada. O Pep Guardiola, técnico do Bayern, terá a possibilidade de avaliar o time, uma semana antes do início da Bundesliga, com início no dia 7 de agosto - disse Sammer, ao site oficial do clube.

Finais do Paulista terão bolas especiais



A empresa que fornece material esportivo para o Campeonato Paulista já tem as bolas das duas partidas finais, entre Corinthians e Santos, prontas. Elas foram confeccionadas numa cor diferente das usadas nas rodadas anteriores e ganharam os escudos dos finalistas e as datas das decisões.

As bolas que serão usadas no Pacaembu levam o escudo do Corinthians primeiro (mandante) e depois o do Santos com a data 12/05/2013. As bolas da Vila Belmiro têm os símbolos dos times em ordem inversa e a data 19/05/2013

Em competições da Fifa ou da Uefa essa é uma prática comum em jogos decisivos.

T. Silva é suspenso por dois jogos. Leonardo é afastado até julgamento



Más notícias para o Paris Saint-Germain. De uma só vez, o clube recebeu a notícia de que dois de seus brasileiros foram suspensos. O problema maior é do zagueiro Thiago Silva, punido com dois jogos por conta da sua expulsão na partida contra o Valenciennes, no último domingo, pelo Campeonato Francês. Já o diretor Leonardo aguardará um julgamento ainda sem data marcada para conhecer o seu rumo.

O camisa 2 será desfalque nas partidas contra o Lyon, no próximo domingo, no Estádio Gerland, e Brest, no dia 18 de maio, no Parque dos Príncipes. A equipe do técnico Carlo Ancelotti precisa apenas de uma vitória para se sagrar campeã pela primeira vez após 19 anos.

Thiago recebeu o vermelho em um lance infantil. Em jogada na lateral direita defensiva, com a bola saindo para o tiro de meta de seu time, o defensor discutiu com o árbitro e o segurou. Foi punido com o cartão vermelho sem nem tomar o amarelo e deixou a equipe da capital com um a menos. No fim, o companheiro Alex acabou salvando com o gol no empate por 1 a 1.


Leonardo aguarda julgamento

O caso diretor Leonardo, acusado de ter empurrado um árbitro, não é tão grave inicialmente. Ele foi suspenso provisoriamente até seu julgamento, conforme anunciou nesta terça-feira a Liga Profissional de Futebol da França (LFP). No último domingo, o ex-lateral tetracampeão em 1994 chegou a esbarrar no juiz Alexandre Castro nos corredores do Parque dos Príncipes após o jogo.

- A Comissão disciplinar da LFP, que recebeu os relatórios complementares do árbitro, coloca o caso em instrução e suspende Leonardo de forma provisória a partir do dia 8 de maio de 2013 em razão da gravidade dos fatos - explicou a entidade num comunicado.


Leonardo criticou duramente o árbitro pela expulsão justamente de Thiago Silva, capitão do PSG, pouco antes do intervalo da partida. De acordo com o regulamento, um "empurrão" em um jogo oficial pode ser punido com uma suspensão de até seis meses, se acontecer durante o jogo, e de um ano, se for fora da partida, como aconteceu no domingo.

O clube também pode ser punido com a perda de pontos. Caso isso aconteça, o PSG corre o risco de ficar sem o título nacional que estava praticamente em suas mãos. A três rodadas do fim da competição, o time da capital tem sete pontos de vantagem sobre o líder Olympique de Marselha.

Na última segunda-feira, Leonardo negou ter empurrado Castro.

- Queria conversar com o árbitro e estava esperando por ele. Havia muita gente voltando para os vestiários. No momento em que Sr. Castro chegou, um oficial tentou impedir minha passagem e acabou me empurrando, por isso esbarrei no árbitro com as minhas costas. É difícil perceber esse detalhe na transmissão ao vivo, mas tudo fica claro com as imagens em câmera lenta - explicou
Com a punição provisória, Leonardo não pode ter mais acesso ao banco de reservas nem ao vestiário e é suspenso de todas suas funções oficiais. A comissão de disciplina não revelou quando será o julgamento.


Inter sofre na Serra, mas bate Ju nos pênaltis e conquista o tri do Gauchão

domingo, 5 de maio de 2013



Um título que valeu por dois. Na tarde deste domingo, o Inter venceu o Juventude por 4 a 3 nos pênaltis, no Centenário, em Caxias do Sul, e saboreu a sua supremacia durante todo o Gauchão. Com a vitória, a equipe do técnico Dunga, que já havia conquistado o primeiro turno, também levou para casa a Taça Farroupilha e, de quebra, o direito de soltar o grito de tricampeão.

A tranquilidade em erguer a taça sem a necessidade de dois jogos finais não foi vista no jogo contra o Juventude. Pelo contrário. Foi uma batalha. Houve equilíbrio durante praticamente toda a disputa, que terminou em 0 a 0, e teve de ser decidida nos pênaltis. Nas cobranças, a maior qualidade e tranquilidade do Inter prevaleceu. Moisés errou o último pênalti e deu o título ao adversário.

São Paulo 0x0 Corinthians, Pato decide, Ganso e Fabuloso erram, e Corinthians está na final



Pato, Rogério Ceni, e um pênalti decisivo. Assim como no primeiro clássico do ano entre São Paulo e Corinthians, na fase de classificação do Paulistão, os dois craques ficaram frente a frente na disputa que levou o Timão à decisão do estadual para enfrentar o Santos. Pato precisou bater duas vezes para fazer 4 a 3 nas penalidades e classificar os alvinegros – na primeira cobrança, Rogério Ceni se adiantou demais e a arbitragem mandou voltar.

O Corinthians agora pega o Santos na final, com o primeiro jogo no Pacaembu, no próximo domingo, e o segundo com o mando do rival na Vila Belmiro. Pelo sétimo ano consecutivo o São Paulo cai na semifinal estadual.

Os principais craques do São Paulo erraram: Ganso chutou por cima, e Luis Fabiano parou em Cássio, que só precisou de uma defesa para ajudar o Corinthians a se classificar. Após a polêmica do último pênalti, os tricolores dispararam em direção ao árbitro Antônio Rogério Batista do Prado, muito mal durante toda a partida.


Rogério Ceni bateu o primeiro e ainda cumprimentou Cássio. Na sequência, se esticou, mas não alcançou a cobrança perfeita de Douglas. Em seguida, Rafael Toloi e Romarinho mantiveram o empate. Na terceira bola, Ganso chutou alto, longe, sem chances de gol. Fábio Santos desempatou, Jadson devolveu a igualdade, que permaneceu com um chute de Alessandro na trave. Fabuloso errou, e Pato decidiu.

Independentemente do resultado, o fato é que os dois rivais precisam melhorar demais se quiserem avançar na Libertadores. O Timão precisa vencer o Boca Juniors no próximo dia 15 de maio, no Pacaembu, enquanto o Tricolor necessita bater o Atlético-MG na próxima quarta-feira, no Independência. Ninguém mostrou gana suficiente para um jogo tão decisivo quanto o Majestoso deste domingo.

Barcelona 4x2 Real Betis, Messi sai do banco e faz dois



Na última quarta-feira o Barcelona viu a chance de chegar à decisão da Liga dos Campeões escorrer pelo ralo. No entanto, se um sonho acabou, o outro está muito próximo de se tornar realidade. Neste domingo, em um jogo complicado, o clube catalão derrotou o Bétis por 4 a 2 e está a uma vitória de conquistar o Campeonato Espanhol.

O jogo foi difícil, e o Barcelona, por duas oportunidades, esteve atrás no placar. Coube ao técnico Tito Vilanova usar a solução que não teve diante do Bayern de Munique, na última quarta: Lionel Messi. O argentino, que começou no banco de reservas, precisou de apenas três minutos em campo para virar o jogo. Em pouco mais de 30 minutos, ainda marcou o segundo e carimbou o travessão. Sanchéz e Villa também marcaram para o Barça, enquanto Pabón e Rubén Perez descontaram para o Béstis.

A vitória deixa o Barcelona na boa. A três rodadas do fim do Campeonato Espanhol, a vantagem para o segundo colocado Real Madrid é de 11 pontos (88 a 77). Um resultado positivo diante o Atlético de Madri, no próximo domingo, no Vicente Calderón, assegura a conquista para os catalães.

Botafogo 1x0 Fluminense, Botafogo vence o Flu e conquista o Campeonato Carioca



Pela terceira vez, Botafogo e Fluminense disputaram a final da Taça Rio. Pela terceira vez, o caneco foi para General Severiano. E, com isso, também o título estadual antecipado, sem necessidade de final, já que os alvinegros venceram também a Taça Guanabara. No Raulino de Oliveira, o time comandado por Oswaldo de Oliveira venceu por 1 a 0, gol de Rafael Marques, e completou o segundo turno com 100% de aproveitamento. É a 20ª conquista alvinegra do Campeonato Carioca. O último título foi em 2010, também vencendo os dois turnos. O Botafogo, porém, só sai do estádio com o troféu do turno - o estadual só será entregue na festa de premiação dos melhores do campeonato.

Antes deste domingo, Botafogo e Fluminense só disputaram duas vezes a final da Taça Rio, com vitória alvinegra em ambas (1997 e 2008). Com a vitória em Volta Redonda, o Glorioso conquistou sua sétima Taça Rio. O clube lidera a lista dos maiores vencedores de turno desde 2004, quando ao atual regulamento foi estabelecido para o campeonato Carioca. De um total de 20 decisões, incluindo a deste domingo, foram nove taças para o Botafogo, seis para o Flamengo, duas para o Fluminense e uma para Vasco, Volta Redonda e Madureira.

São Paulo x Atlético-MG

quinta-feira, 2 de maio de 2013


Ficha técnica: São Paulo x Atlético-MG

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 2 de maio de 2013, quinta-feira
Horário: 20h15 (de Brasília)
Árbitro: Antonio Arias (PAR)
Assistentes: Carlos Cáceres (PAR) e Darío Gaona (PAR)

São Paulo: Rogério Ceni, Paulo Miranda, Lúcio, Rafael Toloi, Carleto, Wellington, Denilson, Jadson, Ganso, Osvaldo, Aloísio
Técnico: Ney Franco

Atlético-MG: Victor, Marcos Rocha, Réver, Gilberto Silva, Richarlyson, Pierre, Leandro Donizete, Ronaldinho, Tardelli, Bernard, Jô
Técnico: Cuca

Emelec x Fluminense

Dois times, muitos desfalques e o início da briga por uma vaga nas quartas de final. Nesta quinta-feira, Emelec e Fluminense se enfrentam pelas oitavas da Libertadores no Estádio George Capwell, em Guayaquil, às 22h30m (de Brasília). Entre os tricolores, a grande aposta para sair do caldeirão equatoriano com um bom resultado é a boa fase do atacante Rafael Sobis. O camisa 23, agora atuando como referência na frente e com cinco gols nos últimos quatro jogos, não tem deixado a torcida sentir saudades do capitão Fred.

Escalação 

Emelec: Dreer, Vera, Narvaez, Morante (Baguí) e Baguí (Giménez); Pedro Quiñonez, Giménez (Garbor) e Mondaini; Valencia, Caicedo e De Jesus.
Técnico: Gustavo Quinteros

Fluminense:Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Jean e Wagner; Rhayner, Rafael Sobis e Wellington Nem.
Técnico: Abel Braga

Barcelona 0x3 Bayern de Munique



Não bastou superar mais uma vez o time apontado como o melhor do mundo nos últimos anos. Não bastou não sofrer gols em 180 minutos de uma equipe tão poderosa, famosa por sua escola moderna e sem medo de atacar. Lionel Messi não entrou em campo, é bem verdade, mas o Bayern de Munique nada teve a ver com isso.

O "Super Bayern", como entoavam os alemães eufóricos nas arquibancadas do Camp Nou, humilhou o Barcelona diante de sua torcida. Depois dos 4 a 0 no jogo de ida, há uma semana, os bávaros aplicaram um 3 a 0 sem dó nem piedade, nesta quarta-feira, para confirmar a óbvia e inédita decisão germânica na Liga dos Campeões.

A goleada foi construída com o talento do francês Franck Ribéry. Ele ditou o ritmo para o holandês Arjen Robben e o alemão Thomas Müller, héroi na partida de ida, deixarem os seus nomes no placar. Ironicamente, Piqué, um dos únicos a se salvar do vexame do outro lado, marcou contra. Todos os gols saíram no segundo tempo.

O próximo adversário do time de Jupp Heynckes também será o último: o Borussia Dortmund, rival no sábado pelo Campeonato Alemão e também no dia 25 de maio, na finalíssima em Wembley, após garantir sua classificação diante do Real Madrid na última terça. Na atual temporada, o retrospecto é positivo para os bávaros, que já superaram os aurinegros nas quartas de final da Copa da Alemanha.


Em Londres, a tendência é que os dois contem com força máxima, já que nenhum atleta foi suspenso pelo acúmulo de cartões amarelos. Apenas Mario Götze, jovem craque do Borussia e já negociado com o Bayern, é dúvida por conta de uma lesão muscular sofrida na derrota para o Real, por 2 a 0, no Santiago Bernabéu.

Esta será a quarta final da Champions com equipes do mesmo país. Na temporada 1999/2000, o Real Madrid derrotou o Valencia por 3 a 0, no Stade de France. Na edição de 2002/03, o Milan superou o Juventus nos pênaltis, por 3 a 2, após empate por 0 a 0 em 120 minutos de partida no Old Trafford, na Inglaterra. Mais recentemente, em 2007/08, o Manchester United também precisou da disputa da penalidades máximas para ser campeão diante do Chelsea, ganhando por 6 a 5 após o placar de 1 a 1 ao fim da prorrogação, em Moscou.


Messi no banco até o fim

A ausência de Lionel Messi certamente ainda repercutirá no Barcelona. Para a surpresa de todos, o craque argentino iniciou o jogo no banco de reservas e de lá não saiu. A assessoria de imprensa do clube divulgou que o camisa 10, o técnico Tito Vilanova e o staff médico decidiram que seria melhor repousá-lo por ainda ter resquícios de uma microrruptura na coxa direita, lesão sofrida ainda na ida das quartas de final, contra o Paris Saint-Germain. O que deixa um clima de desconfiança no ar é a presença do jogador no último sábado, no empate com o Athletic Bilbao, pelo Espanhol, que inclusive contou com um golaço de Messi.

Se o Barcelona perseguia a inédita virada antes do apito inicial, foi o Bayern que ficou com o recorde da noite: o 7 a 0 no placar agregado é o maior em uma semifinal de Liga dos Campeões em toda a sua existência. Campeão alemão com cinco rodadas de antecedência e também finalista da Copa, o time mantém vivas as chances de conquistar a tríplice coroa antes da chegada do técnico Pep Guardiola.


Sem Messi, sem gol

O Barcelona mostrava vontade enquanto a TV exibia Lionel Messi no banco de reservas. A surpreendente ausência de seu grande craque tornou a missão dos catalães ainda mais árdua na tentativa de uma virada inédita na Liga dos Campeões. Como conseguir marcar quatro gols sem justamente quem representava o sinônimo de bola na rede?


O Barça não conseguiu. E só chegou perto, na verdade, em duas oportunidades durante todos os primeiros 45 minutos. Pouco para quem precisava vencer, quase nada para quem necessitava inflamar a sua torcida e criar um ambiente contagiante. Melhor para os visitantes.

O Bayern pode não ter fuzilado a meta de Valdés, afinal, a vantagem era mais do que confortável. Rodear a área rival e não concluir era um luxo que os alemães poderiam se dar. Ainda que pudesse ter marcado não fosse a grande participação de Piqué, praticamente a única nota positiva dos donos da casa. Por outro lado, o brasileiro Daniel Alves acumulava uma de suas piores atuações com a camisa azul-grená.

O time de Tito Vilanova só ameaçou de fato num pequeno intervalo de três minutos. Aos 24, Pedro resolveu sair do marasmo com um chute de fora da área. Teve endereço, mas faltou força. Neuer espalmou para fora. Aos 26, Dani Alves cruzou da direita, Fàbregas resolveu dominar, e a bola acabou sobrando para Xavi concluir por cima. Os catalães pediram pênalti, mas o árbitro esloveno Damir Skomina mandou seguir.


'Super Bayern' consolida show na etapa final

Uma pilha de nervos, o Barcelona encontrava dificuldades até para trocar passes, um ato banal em seu vasto histórico de sucesso nos últimos anos. Iniesta, que por muitas vezes servia o companheiro quando deveria finalizar, se enrolava ao fazer o oposto. Para complicar, Messi permanecia sentado no banco de reservas, sem poder dar o sopro de esperança aos catalães.


E assim o Bayern aproveitou para dar o bote necessário e matar o confronto. Logo aos três, Robben recebeu pela direita e, em sua jogada clássica, cortou para o meio até emendar com classe, no ângulo direito de Valdés: 1 a 0.

Àquela altura apenas seis gols salvariam o Barça. Ninguém mais acreditava, inclusive o técnico Tito Vilanova, que segurou Messi e substituiu Xavi e Iniesta. Ou mesmo Piqué, um dos únicos que mantinham a dignidade no lado catalão. Aos 27, quando parecia se aproximar do empate, veio nova ducha gelada: Ribéry aproveitou espaço pela esquerda e cruzou. O zagueiro se atrapalhou e cortou contra o próprio patrimônio.

A festa já estava mais do que garantida, mas faltava o golpe final de quem foi o principal responsável pelos 4 a 0. Ribéry - sempre ele - disparou pela ponta esquerda, passou pela marcação de Song e cruzou com a categoria que lhe é peculiar. Thomas Müller só teve o trabalho de subir entre Bartra e Adriano e encerrar mais um show do "Super Bayern".


Ficha técnica:

Barcelona: Victor Valdés, Daniel Alves, Piqué, Bartra (Montoya) e Adriano; Song, Xavi (Sánchez) e Iniesta (Thiago Alcântara); David Villa, Fàbregas e Pedro. Técnico: Tito Vilanova.

Bayern de Munique: Neuer, Lahm (Rafinha), Boateng, Van Buyten e Alaba; Javi Martínez (Tymoshchuk) e Schweinsteiger (Luiz Gustavo); Robben, Müller e Ribéry; Mandzukic. Técnico: Jupp Heynckes.

Gols: Robben, aos quatro, Piqué, aos 27, e Müller, aos 31 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Robben (Bayern); Daniel Alves e Piqué (Barcelona)
Estádio: Camp Nou. Data: 01/05/2013. Árbitro: Damir Skomina (ESL).







Grêmio 2x1 Santa Fé



Vanderlei Luxemburgo havia reclamado do comportamento da torcida e definido a Arena como fria. Porém, foi o Grêmio quem quebrou o gelo, voltou a empolgar e, ao ser comandando por Elano e superar nova expulsão de Cris, ganhou do Santa Fé por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, e começou com pé direito a disputa por vaga às quartas de final da Libertadores. Mesmo que seu suspenso treinador desse lugar a Roger Machado no banco de reservas.

O gol de Vargas, o terceiro dele pelo Tricolor e o primeiro em casa, e o de Fernando, já com um homem a menos, deixa o Tricolor em vantagem para o segundo jogo das oitavas de final. No próximo dia 16, às 22h, no El Campín, volta da altitude de Bogotá classificado em caso de vitória, empate e derrota por um gol desde que balance a rede rival ao menos duas vezes. O time colombiano, até então o único invicto na competição, precisa ganhar por dois de diferença. Repetição do 2 a 1 leva a decisão aos pênaltis.

Eliminado do Gauchão, o Grêmio encerrou ainda uma série de cinco partidas sem vitória. Não tem compromisso até a partida da volta. O Santa Fé tem dois compromissos pelo campeonato nacional: desafia o Once Caldas no domingo e recebe o Boyacá Chicó no dia 11.


Vargas marca primeiro na Arena

A torcida atendeu aos pedidos de Luxa, jogadores e direção. Se não lotou ou bateu o recorde de público do estádio, esteve participativa. Pulou mais, cantou mais e, com a ajuda dos ‘bate-bates’ distribuídos no estádio, deu sonoridade ao confronto. A liberação parcial de instrumentos ajudou, entretanto, tudo teve origem dentro as quatro linhas.

Sem Werley e Zé Roberto, o comandante apostou em Bressan na defesa e André Santos no meio-campo – Alex Telles entrando na lateral-esquerda. Mas foi a volta de Elano, ausente por oito partidas em função de lesão no joelho direito, que deu o salto de qualidade. Nos primeiros 15 minutos, o camisa 7 havia criado quatro oportunidades. A mais clara, aos 11, acertara a trave em um chute por cobertura.


Pois a boa atuação até então foi garantida por nova postura. Marcação firme. Busca constante por recuperar a bola. Intensa troca de passes. O Santa Fé parecia perdido em campo. Mal conseguia passar em campo.

O gol sairia, curiosamente, de um lance de paciência embora a pressão tricolor. Vargas arrancara no meio, passaria a Fernando. A torcida começou a murmurar nas arquibancadas. O volante abriu para Alex Telles. O lateral, antes de cruzar, olhou. Descobriu Vargas, que marcou de cabeça: 1 a 0 aos 28 minutos.
A vantagem fez o Grêmio diminuir o ritmo. Muito porque Elano também cansou. O time administrou a vantagem, não correu riscos e terminou um primeiro tempo quase irreparável.

- Jogamos muito bem. Agora é voltar ao segundo tempo para manter a vitória e ampliar o placar – disse André Santos no intervalo.

Um erro, vantagem a perigo


Não durou nem dez minutos. Antes mesmo de criar qualquer chance de gol, uma sucessão de erros mudaria a partida. Souza perdeu a bola. Conseguiu cortar. A bola iria sair em escanteio. Porém, Cris perdeu na corrida de Cuero. Falta. Pênalti. Expulsão – a segunda na Libertadores, repetindo ocorrido contra o Fluminense - pois já tinha amarelo, resultado de cinco faltas na etapa inicial. Gol de Omar Pérez, aos 11 minutos.

Wilson Gutierrez aproveitou a vantagem numérica para tentar ganhar o jogo. Colocou Borja e Valencia. Luxa mandou a campo Gabriel, zagueiro recém-contratado do Lajeadense, que fizera apenas dois treinos com o novo grupo, sacrificando Elano.

Sem armação, o Grêmio viveu de cruzamentos para a área. Contou com a diminuição do ritmo por parte do Santa Fé. Quase marcou com Bressan e Barcos após cobranças de escanteio.

Ainda, após a entrada de Guilherme Biteco, até tentou em chutes de fora da área. E quando tudo parecia perdido, veio a salvação. A bola sobrou para Fernando na entrada da área. Em um chute forte, sem defesa, deu vitória a time gaúcho aos 35 minutos.

O Grêmio melhorou. Se superou. Teve a ajuda da torcida. E saiu na frente.



Boca Juniors 1x0 Corinthians



"Nós temos seis, eles têm uma”. Quase uma entidade no Boca Juniors, Juan Román Riquelme proferiu esta frase um dia antes do duelo contra o Corinthians, pelas oitavas de final da Libertadores. Machucado, ele nem precisou entrar em campo para os xeneizes mostrarem por que devem ser sempre respeitados.
Sempre. Com a disposição de 11 dentro de campo e outros 50 mil fora dele, o Boca fez 1 a 0 em um preguiçoso Timão na noite desta quarta-feira, em La Bombonera, e saiu à frente na luta por uma vaga nas quartas de final.

Com o resultado, o Corinthians precisa vencer por dois gols de diferença o confronto de volta, dia 15 de maio, no Pacaembu. Vitória alvinegra por 1 a 0 leva a decisão para os pênaltis. Depois do gol marcado por Blandi, aos 13 do segundo tempo, o Timão parecia ter se reduzido não a um time que “só tem uma Libertadores”, mas sim a algum outro que nunca havia jogado a competição. O nervosismo demonstrado em campo foi incomum.


O Boca ainda é aquele seis vezes campeão do torneio, treinado pelo mítico Carlos Bianchi, mesmo que em campo essa tradição enorme não seja traduzida em tanto talento. Bastou a mística e um pouco de competência para os argentinos marcarem com Blandi aos 13 do segundo tempo. O Timão sentiu o gol, chegou a esboçar reação, mas não merecia melhor sorte em Buenos Aires. Nem a expulsão de Ledesma, aos 38 da etapa final, fez a equipe brasileira crescer.

Antes de pensarem no jogo de volta das oitavas, os dois rivais têm clássicos pela frente, ambos no domingo. O Boca recebe o River em La Bombonera pelo Campeonato Argentino, enquanto o Corinthians enfrenta o São Paulo no Morumbi, pela semifinal do Campeonato Paulista – jogo único.


Novo tratamento, velhas confusões

Durante a semana, muito se falava sobre o maior respeito do Boca diante do Timão em relação ao ano passado, quando a equipe brasileira ainda buscava seu primeiro título continental. A diferença de tratamento pôde ser percebida desde o início, com a pressão da torcida local na mítica La Bombonera, a maior cautela dos xeneizes no ataque e, principalmente, a postura corintiana em campo.

Não que o time do ano passado tivesse sentido a pressão, tanto que empatou por 1 a 1 o primeiro jogo da final e foi confortável para a decisão em casa. Desta vez, porém, o Corinthians soube ser matreiro nas condições mais adversas. O Boca foi mais incisivo no primeiro tempo e quase chegou duas vezes ao gol em jogadas aéreas – Burdisso, aos 35, e Blandi, aos 42, levaram perigo a Cássio.


Mesmo com o maior volume de jogo do Boca, a sensação foi de que o Timão não se assustou em nenhum momento. Pareceu até gostar do clima mais quente – Emerson Sheik que o diga. Logo de cara, o atacante retomou ao entrevero do ano passado com o zagueiro Caruzzo, ao demorar para devolver a bola e incitar os rivais por uma suposta falta de fair play. O mesmo Sheik soube cavar faltas e até um cartão amarelo para Marín.

Romarinho, herói corintiano na Bombonera em 2012, também não é dos mais queridos pelo Boca. Caçado pelos jogadores e xingado pela torcida, o atacante mostrou frieza e “amarelou” um xeneize – o volante Leandro Somoza. Paulo André se desentendeu com Erviti, outro que adora uma confusão. Pequenos atos que mostraram um Corinthians maduro, mesmo sem o futebol que se espera do atual campeão do mundo.

A própria torcida do Boca, 12º jogador em todas as partidas, colaborou para esfriar o jogo em alguns momentos. Por três vezes, o sistema de som do estádio pediu que os torcedores parassem de mirar lasers no gramado – sob o risco de o jogo ser suspenso. O árbitro Enrique Osses chegou a parar a partida para informar o problema às autoridades.


Timão sente pressão e leva o golpe

Toda a tranquilidade mostrada na etapa inicial desapareceu em questão de pouco tempo. A começar pela saída de Danilo, lesionado, antes mesmo dos cinco minutos – o meia é quem dita o ritmo, quem segura a bola. Com Jorge Henrique em seu lugar, o Timão se retraiu um pouco mais e esperou o Boca. Mesmo limitado, o time da casa cresceu na base da disposição, da camisa, da torcida.


Cássio começou a trabalhar mais. Os dois chutes de Sanchez Miño de fora da área foram tranquilos, e o Corinthians, aos poucos, parecia retomar as rédeas do jogo. Até que a sonolência cobrou seu preço. A dupla de zaga formada por Paulo André e Gil, tão elogiada na primeira fase da Libertadores, dormiu quando não podia. Aos 13 minutos, Erbes chutou cruzado, e Blandi se infiltrou no meio dos dois defensores para finalizar sozinho e enlouquecer a Bombonera: 1 a 0.

Pela primeira vez nesta Libertadores, o Corinthians sentiu o golpe. Passes simples viraram um problema gigante. Em um lance emblemático, Ralf estava a alguns passos de Fábio Santos e conseguiu errar o alvo. Novos erros da zaga possibilitaram contra-ataques, que só não terminaram em gol porque o Boca, apesar de gigante na tradição, atualmente é um time limitado.

Do banco, Tite resolveu incrementar o ataque com Pato no lugar de Romarinho, justamente o melhor corintiano em campo no segundo tempo – no chute que exigiu defesa difícil de Orión e na jogada que originou um chute na trave de Guerrero. Na sequência, Ledesma mandou para a rede, pegando rebote de um estabanado e fora de ritmo Cássio - mas o gol foi corretamente anulado, por impedimento. No calor da Bombonera, Ledesma não ouviu o apito do juiz e saiu comemorando como um louco. Tirou a camisa e levou o cartão amarelo. Um minuto depois, fez falta feia e foi expulso, indo de herói a vilão em um instante.

Mas já não havia tempo para o empate. O Corinthians tem condições de virar o jogo e conseguir a classificação às quartas de final, mas agora sabe que não se brinca com uma camisa seis vezes campeã da América.





Não jogou Nada! Mas São Paulo bate Penapolense Com Direito a Gol Contra!

domingo, 28 de abril de 2013


No começo da partida, Carleto bateu falta e levou perigo para a meta de Marcelo. O São Paulo começou no ataque e criava chances de gol em cima da defesa do Penapolense, que pouco se arriscava ofensivamente. A primeira chance dos visitantes veio aos 14 minutos, no chute de longe de Liel, que Rogério Ceni defendeu.

Jadson apareceu pelo lado direito e Denílson arriscou o chute, com nova defesa de Marcelo. Aos 44, Jadson bateu de longe e o goleiro do Penapolense espalmou a bola para fora da área. O São Paulo seguia pressionando, mas sem conseguir vencer a marcação do time de Penápolis.

No começo do segundo tempo, Jailton aproveitou cobrança de falta para tentar de cabeça e Rogério Ceni foi para a defesa. Aos oito minutos, Silvinho ganhou da zaga em bola lançada por Guaru e bateu, mas Rogério Ceni salvou o time da casa. 

Fernando arriscou de longe aos dez minutos e, por pouco, não mandou no ângulo de Rogério Ceni. Aos 12, Luís Fabiano foi para o cabeceio e mandou no travessão de Marcelo. O São Paulo tentava pressionar, mas a marcação do time de Penápolis era forte e impedia os avanços tricolores em campo. 

Osvaldo, aos 15, teve a chance de abrir o placar e colocou a bola com perigo contra a meta adversária. O Penapolense respondeu em jogada de Rodrigo Biro que Paulo Miranda conseguiu evitar. Aos 22, Luís Fabiano arriscou, a bola bateu no travessão, na linha e não entrou no gol. 

O São Paulo abriu o placar aos 26 minutos, em gol contra de Jaílton. Osvaldo, pela esquerda, ganhou do zagueiro, fez o cruzamento e o jogador do time visitante tentou afastar de cabeça, mas colocou a bola dentro do próprio gol.

Aos 43 minutos, Rogério Ceni trabalhou para evitar o empate do Penapolense, na tentativa de Sérgio Mota. Nos acréscimos, Denílson foi para o chute de primeira e Marcelo conseguiu a defesa. 

O São Paulo fará a semifinal contra o Corinthians.

Ficha técnica

São Paulo 1 x 0 Penapolense

Local: Morumbi, São Paulo;

Árbitro: Wilson Luiz Seneme;

Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse e Paulo de Souza Amaral;

Quarto árbitro: Alessandro Darcie;

Assistentes adicionais: Welton Orlando Wohnrath e Marcelo Rogério;

São Paulo: Rogério Ceni; Paulo Miranda (Rodrigo Caio), Lúcio, Rafael Toloi e Carleto; Wellington (Douglas), Denilson, Jadson (João Schmidt) e Ganso; Osvaldo e Luis Fabiano.

Técnico: Ney Franco

Penapolense: Marcelo; Niander, Jailton, Gualberto e Rodrigo Biro; Heleno (Erik), Fernando (Sérgio Mota), Liel e Guaru; Silvinho e Fio (Geuvânio).

Técnico: Pintado

Gol: Jailton (SPO, contra) aos 26 do segundo tempo.

CA: Jaílton, Niander e Fernando (PEN); Osvaldo, Denílson, Rafael Toloi e Wellington (SPO).

Corinthians goleia Ponte Preta por 4 a 0



Ponte Preta e Corinthians se enfrentaram neste domingo (28) pela fase de quartas de final do Paulistão Chevrolet 2013, com a vitória corintiana pelo placar de 4 a 0 e a classificação para a próxima fase garantida.

A Ponte Preta iniciou a partida no ataque e Chiquinho conseguiu a primeira chance de gol da partida, que passou perto da meta de Danilo Fernandes. O Corinthians tentava pressionar e criar chances de gol nos primeiros minutos de jogo. Bruno Silva, aos nove minutos, foi para o chute, novamente sem sucesso.

William arriscou aos 11 e forçou a defesa de Danilo Fernandes. A Ponte seguia tocando a bola e o Corinthians buscando a marcação para apostar no contra-ataque.

Guerrero foi para o chute, mas a bola passou em frente ao gol de Edson Bastos. Aos 32, Guerrero bateu de longe, o goleiro defendeu, Romarinho aproveitou o rebote e abriu o placar no Moisés Lucarelli.

Emerson, aos 38 minutos, aumentou a vantagem corintiana em Campinas, recebendo na área e batendo cruzado, com Edson Bastos tentando defender, mas a bola foi para as redes. 

Chiquinho arriscou o chute cruzado e mandou pela linha de fundo. A Ponte tentava chegar ao gol, mas pouco conseguia com o Corinthians dominando a partida e ditando o ritmo de jogo.

A Ponte iniciou o segundo tempo tentando pressionar o Corinthians e buscando a posse de bola. Cicinho bateu de longe para boa defesa de Danilo Fernandes, aos seis minutos. 

Aos nove minutos, o Corinthians teve pênalti marcado a seu favor quando Emerson foi derrubado na área por Cleber. Guerrero bateu e marcou o terceiro do Corinthians.

A Ponte ficou com um jogador a menos quando Baraka foi expulso após ter dado um pisão em Romarinho. O Corinthians administrava a partida enquanto o time da casa buscava reagir na partida. Xaves, aos 23, foi para o chute e a bola foi longe do gol. O Corinthians respondeu no chute de Romarinho, defendido por Edson Bastos. 

Alexandre Pato teve a chance do quarto, mas bateu em cima do goleiro da Ponte Preta. Depois, o atacante chegou novamente, desta vez de cabeça, para nova intervenção de Edson Bastos. 

Alexandre Pato, aos 44, marcou o quarto gol do Corinthians na partida, em jogada individual, passando pela defesa e tirando Edson Bastos da jogada.

O Corinthians enfrentará na semifinal o vencedor do jogo entre São Paulo e Penapolense.

Ficha Técnica

Ponte Preta 0 x 4 Corinthians

Local: Moisés Lucarelli, Campinas;

Árbitro: Raphael Claus;
Auxiliares: Mauro André de Freitas e Renata Ruel Xavier de Brito;
Quarto Árbitro: Philippe Lombard;
Assistentes adicionais: Vinicius Furlan e Leandro Bizzio Marinho;

Ponte Preta: Edson Bastos; Artur, Cleber, Diego Sacoman e Uendel; Baraka, Bruno Silva (Rildo), Cicinho (Diego Rosa) e Chiquinho; Everton Santos (Xaves) e William.
Técnico: Guto Ferreira.

Corinthians: Danilo Fernandes; Alessandro (Edenílson), Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo; Romarinho (Alexandre Pato), Emerson e Guerrero (Douglas).
Técnico: Tite.

Gols: Romarinho (COR) aos 32, Emerson (COR) aos 38 do primeiro tempo, Guerrero (COR) aos 10 (pen), Alexandre Pato (COR) aos 44 do segundo tempo.


CA: Cleber (PON); Paulinho e Alessandro (COR).

CV: Baraka (PON).

Palmeiras

ANUNCIANTES III

VASCO

Botafogo

UFC

 

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